Goiânia, 05 de setembro de 2010    
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MilleniumClasse é notícia na empresa Toctao

A Miniempresa montada pelos alunos foi um sucesso!

Leia matéria da jornalista Raquel Pinho, publicada no houseorgan da empresa.

Projeto Mini Empresa prepara jovens para o futuro

Caixinhas de presentes, pufes feitos de garrafa pet, sabonetes artesanais, bolsas... Uma exposição de produtos como qualquer outra, se não fosse por um detalhe: os fabricantes destes produtos são estudantes do Ensino Médio que, com ajuda de profissionais e empresários, criaram uma empresa fictícia com linha de produção, gestão de pessoas, administração das finanças e do marketing e tudo mais necessário para que alcance o sucesso.
Eles foram os expositores da Feira da Mini Empresa promovida pela Junior Achievment no Shopping Flamboyant no dia 29 de maio, envolvendo 10 escolas, 200 alunos e 40 voluntários. Todos integram o Programa Mini Empresa , desenvolvido para despertar a geração do futuro para o empreendedorismo. A Toctao foi participante da iniciativa. Voluntários da construtora auxiliaram os alunos do colégio Millenium Classe a tornar as ecobags de tecido da Green Fac AS/E um sucesso.
A Feira foi o evento para apresentar o resultado de um esforço durante três meses, tempo em que os alunos se dedicaram à fabricação e a todos os desafios e problemas que envolvem uma empresa. Cheios de animação, estratégias de marketing para atrair o consumidor, havia chegado o momento de colher o fruto de seu esforço: depois de produzir, era hora vender as ecobags.
E foi também o momento de constatar que o Projeto Mini Empresa não fabrica só produtos. Ele também transforma mentalidades. “Aprendi a ter noção de finanças, a trabalhar em equipe e a ser mais organizada”, diz a estudante Thaís Araújo, 16. Para ela, a maior lição foi na área financeira, já que eles tiveram de pesquisar e negociar melhores preços para a matéria prima. “A gente aprendeu a usar o dinheiro corretamente para que ele rendesse”, disse.
Thaís faz o 2 ano do Ensino Médio e pretende fazer Medicina. A experiência de ter sido uma empresária estudantil não a fez mudar de idéia. Entretanto, ela disse ter percebido importantes aspectos que vão lhe ajudar quando for médica. “Embora pareça que medicina não tenha nada a ver com empresa, tem tudo a ver, porque vou ter de montar meu consultório, trabalhar com finanças, recursos humanos”, concluiu
Já a Camila de Carvalho Matias Santana, 15, ficou balançada com este negócio de experimentar a vida de empresária. Antes, sua escolha profissional era ciências políticas. Agora... “já penso em fazer administração de empresas”, diz.
Um dos aprendizados que Camila diz ter sido muito valioso para ela foi a questão dos relacionamentos. “Eu me achava no direito de cobrar de todo mundo porque faço as coisas. Eu Mas o Maurício [diretor da Toctao, voluntário do projeto] me acalmava. Aprendi a lidar com as pessoas, pois sou bem nervosa”, disse a garota, que também passou a entender melhor os desafios que o pai, que tem uma locadora de máquinas agrícolas, passa.
Diretor manda?
Na dinâmica da empresa estudantil, os alunos recebem cargos e funções definidos. No total, a Green Fac teve 31 estudantes divididos nos setores de marketing, recursos humanos, produção e finanças. Cada uma destas áreas tinha diretor, que é eleito entre os alunos. O restante são funcionários e acionistas. Quando resolveu se candidatar ao cargo de diretor, Guilherme Vasconcelos, 18, conta que, em sua doce ilusão, seria fácil. “Eu pensei: sou diretor, agora é só mandar”, recorda-se.
Mas o que Guilherme viu é que a realidade era bem diferente. Ele viu que para tomar decisões, era necessário discuti-las em grupo. Era importante perguntar se todos aceitavam a proposta em questão. Mesmo que ele e o presidente já tivessem analisado que aquela seria a melhor alternativa. Estas são as conclusões dele após vivenciar o processo. “E se alguém propusesse algo interessante, a gente sempre analisava a proposta”, observa.
Hoje, esta é sua visão do que é ser diretor de uma empresa: “eu não mando, organizo” . Mudanças de visão que enobrecem o projeto, conferindo a ele uma dimensão quase infinita. Muito mais do que habilidades do mundo empresarial, as contribuições do projeto repercutem na visão de mundo deste jovens.
“Parece algo simples, mas a mini-empresa é algo muito mais profundo e significativo para eles e para nós que somos os voluntários”, diz Aderson Maia, analisa de marketing da Toctao.
E explica o motivo: “nós estamos influenciando este jovens para coisas muito positivas, despertando-os para algo que eles ainda não estavam preocupados. Nós estamos preparando-os para futuro. Aqui, eles vivenciaram a cobrança, a responsabilidade... assim é a vida”, avalia. “A Mini-Empresa é um estágio da vida”, diz em última instância.
Opinião que é compartilhada por Marisa Brandão, gerente da Júnior Achievment. “Mais do que ensinar como funciona a mini-empresa, eles estão aprendendo valores como estabelecer metas, administrar o tempo, vencer obstáculos, ganhar autoconfiança. Lá na frente, quando vivenciarem situações que lhes exijam tais habilidades, eles irão se lembrar desta experiência”, diz.
Palavra do presidente
Lucas Paiva Pinto Novato tem 15 anos e não seria exagero dizer que ele é um menino prodígio. Trejeito de menino aplicado, conversa com calma, segurança e tranqüilidade. Características típicas de quem sabe muito bem aquilo que está falando. Presidente da Green Fac, se candidatou ao cargo porque já gostava da área de mercado. É investidor da bolsa de valores desde setembro de 2008. Desde os 12, já se interessa pelo negócio do pai, que é dono de uma empresa de motopeças. É um colaborador e aprendiz de seu genitor.
“Então, ser presidente desta empresa foi fictícia foi mamata?”, questionei.
Ele sorriu, ao responder, com mansidão: “não, de jeito nenhum”. E justificou: “Eu sabia alguma coisa, mas não tinha uma atuação efetiva. Eu via as coisas acontecerem na empresa do meu pai do lado de fora. Aqui, eu vi por dentro”, avaliou.
Para ele, a área de produção foi mais trabalhosa e, por isso, ele a considerou mais significativa. Eles tiveram de testar os métodos de corte, costura para conseguir o melhor aproveitamento do tecido e a rapidez a produção. “A gente não sabia produzir. Posso dizer que evoluímos mais de 100% nesta tarefa”, disse.
Lucas garante: nunca mais vai olhar uma bolsa de pano e pensar que é algo simples de se fazer, que basta cortar um pedaço de pano, cortar, costurar rapidinho e está pronto. “Envolve muito trabalho e cooperação de todos”. Palavra do presidente. Comunicação Sem Fronteiras, por Raquel Pinho

Nota: após a Feira, os estudantes continuam se dedicando ao projeto até dia 30 de junho, quando acontece o último encontro. Os acionistas realizam uma assembléia, onde apresentam resultados e distribui dividendos, explica Aline Melo Bailão, gestora de projetos da JA.


Fonte: Millenium Vestibulares

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